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Valor Econômico destaca diversificação da Taurus
Empresa: Forjas Taurus
O jornal Valor Econômico, em sua edição dos dias 14 e 15 de novembro, publicou uma matéria enfatizando a retração de investimentos do governo na área de defesa e segurança, o que leva o setor a diversificar seus negócios. Entre as fontes citadas, destaque para a Taurus, cujo presidente, Luis Estima, explica os principais investimentos da empresa nos últimos anos. Confira, abaixo, reprodução do trecho da matéria que cita a Taurus, com o título "Fabricantes miram o foco em produtos para uso civil".
Para sobreviverem à retração da área de defesa e segurança no Brasil, agravada nos anos 80, as empresas do setor estão fazendo mudanças expressivas em seus negócios. Além de produzirem material bélico (foguetes, mísseis e armas), ampliaram seu portfólio com produtos de uso civil, que vão desde antenas e autopeças até capacetes para motociclistas. A estratégia é uma forma de reduzir as dependências que tinham das Forças Armadas do país – que reduziram seus gastos e aumentaram as importações – e de compensar a redução das exportações, afetadas pela concorrência de países como os Estados Unidos e a Rússia. A fabricante gaúcha Taurus optou por este caminho há cinco anos, quando as vendas para o mercado interno começaram a cair. Sua fábrica de peças forjadas para armas, em São Leopoldo (RS), iniciou a produção de peças para carros, motocicletas e para a indústria petrolífera. Alguns de seus principais clientes neste segmento são Petrobras, Honda e Volkswagen. Segundo o presidente da empresa Luis Fernando Estima, a produção de armas representava 80% dos seus negócios em 2001, mas hoje representa apenas 46%. O executivo afirma que a empresa também passou a produzir máquinas operatrizes, usadas pelos fabricantes de equipamentos, após o arrendamento da Wotan, de Gravataí (RS), em 2004. As vendas de capacetes para motociclistas colaboraram no processo de diversificação, segundo Estima. “Qualquer crescimento do país vai impulsionar as vendas de capacetes e máquinas, enquanto as armas dependem de investimentos em segurança pública”, diz.
Matéria publicada na edição de 14 e 15 de novembro de 2006 do jornal Valor Econômico – Página B6
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